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A criação da Diocese de Caratinga foi motivada porque aquela parte de Minas Gerais era considerada Zona da Mata e muito necessitada de um serviço de evangelização. As paróquias eram pequenas aglomerações de habitações, com uma capelinha tosca, notando-se em toda parte o abandono, a indiferença, apesar da boa vontade e das boas disposições das populações.

Depois de duas renúncias de bispos nomeados para aquela diocese, foi escolhido o padre Carloto Fernandes da Silva Távora, então vigário em Juiz de Fora, que instalou-se em sua diocese em 6 de março de 1920. Era, verdadeiramente, um bispo missionário, que deu de frente com as condições precárias daquela diocese.

Foi esse prelado dedicado e bondoso quem deu amparo à fundação oficial da Congregação das Servas de Maria. Nos primeiros contatos que tiveram com D. Carloto, as religiosas decidiram se estabelecer na diocese de Caratinga por uma razão muito prática: D. Carloto fora o bispo que se dispusera a fazer a criação canônica da Congregação.

Num memorial sobre a origem e a fundação das Servas de Maria no Brasil, o padre Nino Minelli expunha, resumidamente, seus primeiros contatos com D. Carloto, em razão da atitude reticente do cardeal Arcoverde. Dessa atitude temos o seguinte registro:

“O Sr. Cardeal, apesar de ter aceitado a pequena Congregação, não quis tratar em Roma o que fosse necessário para a fundação canônica da nova Congregação. Conhecia D. Carloto, que naquela mesma ocasião tinha sido nomeado bispo de Caratinga. Não tinha ainda tomado posse da diocese. Fui expor-lhe o meu desejo, para ele tratar da fundação. Ele me disse que sim. Para isso, porém, era preciso, primeiro, fundar casa naquela diocese. Designou Manhuassú; mas, pouco tempo depois, quis que se fundasse em Carangola, onde teve a primeira casa no Asilo de São Vicente, e pouco depois no edifício velho da Escola Normal Artur Bernardes, propriedade que ainda possui a Congregação.”