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A pendência mais grave era a respeito da propriedade da nova construção de um colégio feita em São Gonçalo, que pertencia às religiosas, como consta dos Estatutos e Registros da jovem Congregação.

Outros objetos sagrados cedidos a essas religiosas pela Paróquia de São Gonçalo, onde era pároco Mons. Rocha, foi um fato que gerou uma discussão inútil para a finalidade alimentada por Maria Cândida e Carlinda. Em 15 de agosto de 1920, numa das cartas respondidas por Maria Cândida ao Mons. Maximiliano da Silva Leite, sobre as acusações do pároco à Associação das Filhas de Maria Imaculada, ela finalizou a questão com este esclarecimento:

“Na referida carta de S. Excia. Revma. há uma insinuação que, para defesa dos direitos
desta Comunidade, não posso deixar passar sem protesto. Diz lá “Tendo algumas Associadas ultimamente se retirado, etc”. Peço licença a V. Excia. e àquele Exmo. Prelado para observar que não “algumas”, mas todas nos retiramos para gozar da liberdade espiritual de que lá estávamos privadas por vontade de Mons. Rocha. De nosso lá ficou a nossa casa e os nossos direitos, a que nunca renunciamos. Pelo Art. 1 dos Velhos Estatutos, e o 1 e 2 dos Reformados, por ocasião de organizar a nossa defesa na questão movida por aquele Monsenhor, só fazem parte da nossa Comunidade “as Filhas de Maria que conosco vivem vida comum”. Por disposição, pois, sancionada em qualquer dos Estatutos, não pode haver pessoas externas que façam parte da nossa Comunidade. E as que vivemos vida comum, nos retiramos “todas”, não “algumas”. [...]”

As propostas de um novo acordo caíram no vazio porque a crise chegara a tal ponto que já não havia lugar para reconciliações e retomadas deste caminho. A ruptura fora consumada de forma definitiva e as Servas de Maria não mais voltaram para a diocese de Niterói.