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Ao contrário do que se esperava, paradoxalmente, a elaboração dos Estatutos da nova Associação das Servas de Maria Imaculada acabou gerando desentendimentos sucessivos. Pouco a pouco algumas moças começaram a se mostrar insatisfeitas com relação à ingerência de Mons. Rocha, não apenas na organização da Escola, mas em suas próprias vidas.Em carta ao Prior dos Servitas, datada de 22 de janeiro de 1920, padre Nino descreve a situação vivida pelas Filhas de Maria ao longo de 1919 em razão das interferências indevidas de Mons. Rocha.

Não se tem conhecimento de retorno ou resposta da Ordem. Contudo, as associadas, de fato, estavam dispostas a reivindicar a todo custo os seus direitos de maior autonomia na organização de sua vida religiosa. Exasperado com a firmeza das mulheres em defenderem os seus direitos, Mons. Rocha decidiu apelar pela força, já no dia 17 de dezembro, conforme a narração deixada pelo padre Nino: Mons. Rocha se apresentou com soldados e capangas, declarando expulsas as religiosas e mandando de volta para suas casas todas as meninas que lá estavam.

Mandou tirar os móveis e os colchões, as irmãs se opuseram e nem os vizinhos podiam defendê-las porque Mons. Rocha estava acobertado pelos soldados. Enquanto as meninas abraçavam a superiora, ela mandava telegrafar ao advogado Dr. Belisário Távora, irmão do Bispo de Caratinga. Ele acolhe seu pedido e solicita às autoridades policiais que mantenham a ordem, alegando que as irmãs não podiam ser perturbadas dentro de sua casa, e que se o Diretor tinha direitos, esses não poderiam nunca estender-se até aquelas desordens. Então a polícia passou a garantir a ordem.

Tenta-se uma conciliação a partir da convocação de uma Assembleia Geral da Associação, mas sem nenhum consenso. Encerrou-se a Assembleia com a transferência da comunidade religiosa para Jacarepaguá, subúrbio do Rio de Janeiro.