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Maria Brito Pinto de Azevedo, mais conhecida como Maria Cândida, é considerada fundadora da Congregação das Servas de Maria do Brasil com a colaboração do sacerdote italiano de Nápoles, Nino Minelli, transferido para o Rio de Janeiro em 1897, a fim de exercer, em nosso país, o ministério pastoral, auxiliando a suprir a escassez de clero. Já Maria Brito, nascida na localidade de Bananal, na então Província de São Paulo, viera com a mãe viúva para a capital do país, o Rio de Janeiro, quando ainda adolescente.

Maria Brito estudou piano no Instituto Nacional de Música. Esta inclinação artística constituiu um primeiro elo de aproximação com padre Nino Minelli, que se destacava, ainda jovem, pela tendência à poesia clássica e à língua latina.

Um aspecto que merece atenção especial é o apreço que os dois nutriam pela vida consagrada. Ainda jovem, Nino apreciava a leitura da vida de santos eremitas, que se afastaram do mundo para a solidão dos desertos, onde passavam seus dias na penitência e na oração, e também a literatura da Teologia da época. Já Maria Brito alimentava, desde jovem, o desejo de ingressar num instituto religioso.

Na Paróquia Nossa Senhora da Glória existia a Associação das Damas de Santa Cecília desde 1907. Maria Brito foi convidada pelo padre Nino Minelli a fazer parte dessa Associação. Junto com ela também foi convidada a jovem Carlinda Rocha, que morava com Maria Brito. Eram amigas.

Tudo indicava que se estavam criando algumas condições para que, anos depois, surgisse,
na mente desse sacerdote, a ideia de uma Congregação brasileira, da qual Maria Brito seria a primeira superiora e Carlinda Rocha ocuparia lugar de destaque no grupo da fundação. Essa era a ideia de padre Nino Minelli, mas não das duas jovens, muito menos de Maria Brito, mais tarde madre Cecília.