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A protagonista desta narrativa é Maria Brito, que viera para a capital do país ainda adolescente. Ela nascera no vale do Paraíba, dentro do território da Província de São Paulo. Para quem viajava do Rio de Janeiro, Bananal era a primeira localidade a ser encontrada, já dentro do território de São Paulo.


A pequena aldeia de Bananal fora beneficiada, nas décadas anteriores, pelo ciclo do café, que caminhava agora para a região oeste de São Paulo, deixando o Vale do Paraíba em declínio. A instrução feminina era muito restrita e diversas mulheres eram ainda mantidas em reclusão doméstica, como acrescenta o mesmo viajante.

Foi nessa localidade que nasceu Maria Brito Pinto de Azevedo, em 21 de junho de 1871, filha de Luciano Cesar Pinto de Azevedo e de Leopoldina Maria de Brito. Tais dados constam tanto de sua carteira de identidade, como do registro de óbitos feito em Carangola, em 19 de janeiro de 1945. No primeiro documento consta que ela era de cor branca e olhos castanhos.

Maria Brito tinha uma irmã de nome Benedita Amélia. Não temos notícias sobre a infância de Maria Brito; certamente foi educada dentro dos preceitos e das tradições religiosas da fé cristã. Em consequência da morte do pai, a mãe transferiu-se para o Rio de Janeiro com as filhas, em busca de melhores condições de vida, por ser o centro urbano com o qual Bananal tinha maior relações sociais e comerciais.