História e Origem

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A Congregação das Servas de Maria, do Brasil, é um Instituto de Vida Consagrada, de Direito Diocesano, conforme Decreto de 19/10/1921, assinado pelo Bispo diocesano de Caratinga, Minas Gerais, Dom Carlos Fernandes da Silva Távora. Declarada canonicamente ereta e Instituída, a Congregação teve sua sede geral na cidade de Carangola – Minas Gerais; sendo posteriormente transferida para a cidade de São Gonçalo (RJ) e depois para a cidade do Rio de Janeiro (RJ), no bairro de Jacarepaguá, onde se encontra até hoje. Por Decreto de 02/05/1922 foi agregada à Ordem dos Servos de Maria, resguardando sua autonomia jurídica. É constituída por Comunidades Religiosas de Irmãs que, a exemplo da paixão de Cristo e das dores de Nossa Senhora, empenham-se a testemunhar o Evangelho, vivendo em Comunhão Fraterna, ao serviço da Igreja. Este testemunho, vivificado pelo espírito de serviço que animava a Fundadora, Madre Maria Cecília Juliana de São José é concretizado pela prática das Obras de Misericórdia para com os irmãos mais carentes e excluídos e na educação da infância e juventude. Fundamenta-se sua espiritualidade cristológica/marial numa terna e sólida devoção à Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora das Dores, Gloriosa.

Em 1233, a Virgem Gloriosa manifesta-se, no Monte Senário – Florença - Itália, a sete varões privilegiados e por meio deles estabelece no mesmo local o berço da Ordem dos Servos de Maria. Nesse mesmo século Santa Juliana Falconieri, estabelece o ramo feminino da Ordem – “As Servas de Maria”. Mas a Virgem das Dores desejava estender sua Ordem até o nosso Brasil, por isto, em 1917, a convite de Monsenhor José Silveira e com a autorização do Exmo. Sr. Bispo de Niterói, Dom Agostinho Francisco Bennassi, Maria Cândida de Castro, natural de Bananal – São Paulo -, abre uma casa para acolher crianças abandonadas, em São Gonçalo – Rio de Janeiro -, lançando assim os alicerces da Congregação das Servas de Maria do Brasil em 17/06/1917, com o Orfanato São José. Sempre sob o olhar e a proteção da Virgem das Dores, Gloriosa, a Madre Fundadora, juntamente com sua companheira, Carlinda Rocha, entra em contato com o grande devoto de Nossa Senhora, Pe. Nino Minelli, Presidente da Associação das Damas de Santa Cecília, à qual pertenciam a Madre Cecília e Madre Agostinha e se interessa pela nova obra. Conscientes das bênçãos que receberiam da Mãe Celestial consagraram-lhe todos os seus trabalhos, considerando Maria "Fundadora Suprema" da nova Instituição.

Ainda em 1917, é reconhecido o Sodalício das "Servas de Maria Imaculada", e enviado à Santa Sé o pedido de ereção do mesmo à categoria de Congregação Religiosa. Em resposta, a Santa Sé exige, para aprovação, a agregação a uma Ordem já existente. Solicita-se, então ao Prior Geral da Ordem dos "Servos de Maria", Revmo. Frei Aleixo Maria Lepecier, conceder a agregação o referido Sodalício à Ordem. Em 1919, é reconhecido o primeiro decreto de agregação, seguido do decreto de ereção canônica, deferido pela Santa Sé. Em 1920, transfere-se a nova Congregação de São Gonçalo para a cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Jacarepaguá, com as devidas licenças do Emmo. Cardeal Arcebispo Dom Joaquim Arcoverde Albuquerque Cavalcante. Estabelece-se, então, a Comunidade de Irmãs, com o Orfanato São José, na Estrada da Freguesia, 1012, e o Colégio das mesmas na Ladeira da Freguesia, 36 - Paróquia de Nossa Senhora do Loreto. A Fundadora, Madre Maria Cecília Juliana de São José, tendo emitido os votos religiosos, juntamente com as primeiras Irmãs, parte com sua Assistente, Madre Maria Agostinha da Imaculada, em busca de melhores condições de acomodação para suas "orfãzinhas", e adquirem, com grande sacrifício, um terreno na Estrada do Capenha, 856, onde, aproveitando um pequeno sítio, iniciam e levam a termo a grande obra de construção do "Orfanato São José", Casa Mãe da Congregação. Daí partem para o estabelecimento de novas Comunidades, no Estado do Rio de Janeiro e Minas Gerais, dando expansão às obras assistenciais e levando o testemunho evangélico a outras regiões.

A Fundadora Maria Brito Pinto de Azevedo, nasceu em 21/06/1871 na cidade de Bananal – São Paulo. Filha de Luciano Cesar Pinto de Azevedo e Leopoldina Maria de Brito. Mudou-se para o Rio de Janeiro, após a morte do pai. Conforme o costume da época, mudança fictícia dos nomes, para lhes dar um caráter evocativo de nobreza, a Fundadora adotou o nome de Maria Cândida de Castro, e como sempre foi conhecida pelas Irmãs da Congregação. Apesar das dificuldades financeiras matriculou-se no Instituto Nacional de Música, formando-se em música, profissão que serviu para o sustento de sua família por algum tempo. Sentindo-se chamada pelo Senhor à vida consagrada, ingressou na Congregação das Pequenas Irmãs da Divina Providencia, onde no silêncio da oração e na experiência da vida comunitária discerniu os desígnios de Deus que a chamava para outro carisma em uma nova missão: fundar a Congregação das Servas de Maria do Brasil, com a Espiritualidade alicerçada na Paixão de Cristo e Dores de Maria, no Carisma da compaixão misericordiosa do Deus Pai, para com os sofredores.

Faleceu em 19 de janeiro de 1945, em Carangola, MG sendo sepultada no Rio de Janeiro, e por ocasião do cinquentenário de morte, transladada solenemente para a Igreja Nossa Senhora das Dores, da Casa Mãe. Na mesma ocasião foram transladados, para o mesmo local os co-Fundadores. Madre Maria Cecília Juliana de São José é considerada Fundadora da Congregação das Servas de Maria do Brasil e Padre Nino Minelli e Madre Maria Agostinha da Imaculada, considerados seus co-Fundadores.

Grupo Seguidor e continuador do Carisma Inicial

As Servas de Maria, do Brasil, continuadoras e seguidoras do carisma legado por Madre Maria Cecília Juliana de São José, formam uma Comunidade pobre e reunida em nome de Cristo. Procuram alimentar a Vida em comum participando todas da mesma mesa, servindo ao mesmo Pai, sendo assim uma família que, nutrida pela Eucaristia, pela Sagrada Escritura, pela Liturgia e pelo amor a Nossa Senhora das Dores, Gloriosa. Observam as Constituições e o Diretório, baseados nas Sagradas Escrituras, no espírito da Regra de Santo Agostinho, nos Documentos da Igreja, procurando ser “luz do mundo e sal da terra”, vivendo o Carisma da compaixão misericordiosa, mediante o fiel cumprimento dos Conselhos Evangélicos.

Missão Específica da Congregação

O campo carismático de atuação apostólica das Servas de Maria é a Educação integral das crianças e jovens empobrecidos; a assistência aos anciãos e doentes abandonados; a inserção nas diferentes pastorais eclesiais, a exemplo e no jeito de Maria, a Virgem das Dores, Gloriosa. Amar e servir cada filho de Deus em suas necessidades prementes, amando-os em Jesus, formando-os para que sejam capazes de agir segundo os princípios do Evangelho, eis a missão das Servas de Maria. É neste campo carismático apostólico que o carisma acontece, as Servas de Maria fazem aí sua experiência carismática e anunciam a força e valor de redenção da Paixão de Cristo e dos merecimentos das Dores de Maria.

Congregação Servita xiii cap